Instalações sanitárias (esgoto) - O que estudar para concursos públicos - parte 1
Atualizado: 19 de jul. de 2021

+ Faça o curso de REVIT PARA ARQUITETOS 7.1 por $197. Clique aqui
+ Faça o curso de REVIT PARA ENGENHEIROS 5.0 por $197. Clique aqui
O sistema de esgoto sanitário é um conjunto de tubulações e acessórios destinados a coletar e transportar o esgoto sanitário a um destino apropriado e garantir o encaminhamento dos gases para a atmosfera.
Para começar, vamos analisar uma imagem inicial do sistema de esgoto residencial (vamos considerar o segundo pavimento, devido ao tubo de queda)

Saiba que - Unidade de Hunter de contribuição (UHC): Fator numérico que representa a contribuição considerada em função da utilização habitual de cada tipo de aparelho sanitário.
Para o nosso estudo, vamos considerar que o sistema de esgotos têm origem no aparelho sanitário (Em nosso exemplo, estamos usando o vaso sanitário). Assim como nas instalações de água fria, quero que vocês leiam os conceitos abaixo e analisem a imagem acima para entender toda a sequencia e disposição dos principais elementos, desde a residência até à rua.
Aparelho sanitário - Componente destinado ao uso da água ou ao recebimento dos dejetos tais como bacias sanitárias, pias, lavadoras de roupas...
Ramal de descarga - Tubulação que recebe diretamente os efluentes de aparelhos sanitários.
*Ramal de esgoto: Tubulação primária que recebe os efluentes dos ramais de descarga diretamente ou a partir de um desconector. (mais à frente você poderá ver com mais detalhes)
Muito importante saber que ....
Todos os trechos horizontais previstos no sistema de coleta e transporte de esgoto sanitário devem possibilitar o escoamento dos efluentes por gravidade, devendo, para isso, apresentar uma declividade constante. Recomendam-se as seguintes declividades mínimas:
2% para tubulações com diâmetro nominal igual ou inferior a 75;
1% para tubulações com diâmetro nominal igual ou superior a 100.
As mudanças de direção nos trechos horizontais devem ser feitas com peças com ângulo central igual ou inferior a 45°. As mudanças de direção (horizontal para vertical e vice-versa) podem ser executadas com peças com ângulo central igual ou inferior a 90°.
- É vedada a ligação de ramal de descarga ou ramal de esgoto, através de inspeção existente em joelho ou curva, ao ramal de descarga de bacia sanitária.
Tubo de queda- Tubulação vertical que recebe efluentes de subcoletores, ramais de esgoto e ramais de descarga. Os tubos de queda devem, sempre que possível, ser instalados em um único alinhamento. Quando necessários, os desvios devem ser feitos com peças formando ângulo central igual ou inferior a 90°, de preferência com curvas de raio longo ou duas curvas de 45°. Para edificações com dois ou mais pavimentos, os tubos de queda que recebem efluentes de pias, aparelhos sanitários, máquinas de lavar ou qualquer outro equipamento que utiliza detergente e provoca a formação de espuma devem ter um tratamento especial. Aa soluções que devem ser adotadas para que a espuma provinda desses elementos não retorne são:
a) Não é devido efetuar ligações de esgoto em regiões com ocorrência de sobre-pressão.
b) É indicado sempre instalar dispositivos com a finalidade de evitar o retorno de espuma.
c) O desvio do tubo de queda para horizontal deve ser feito com curva de 90° de raio longo ou duas curvas de 45°.

Subcoletor: Tubulação que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda ou ramais de esgoto.
Coletor predial: Trecho de tubulação compreendido entre a última inserção de subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga, ou caixa de inspeção geral e o coletor público ou sistema particular.
O coletor predial e os subcoletores devem ser de preferência retilíneos. Quando necessário, os desvios devem ser feitos com peças com ângulo central igual ou inferior a 45°, acompanhados de elementos que permitam a inspeção (caixa de inspeção). Todos os trechos horizontais devem possibilitar o escoamento dos efluentes por gravidade, devendo, para isso, apresentar uma declividade constante, respeitando-se os valores mínimos previstos na NBR 8160.
O diâmetro nominal do coletor predial é dimensionado utilizando o método hidráulico, ou pela somatória das UHC.
A declividade máxima a ser considerada é de 5%.
Velocidade final 5m/s
Vamos agora tratar das ventilações dos esgotos que exerce a função de irradiar para a atmosfera os gases contidos no interior das tubulações. Elas também permitem a entrada de ar nessas conexões, fazendo uma troca constante e aliviando a pressão causada pelos gases de esgoto (protegem os desconectores, impedindo o rompimento dos fechos hídricos). Com isso, impedem que tais gases se desloquem para outros ambientes da residência.

Subsistema de ventilação: Conjunto de tubulações ou dispositivos destinados a encaminhar os gases para a atmosfera e evitar que os mesmos se encaminhem para os ambientes sanitários. Pode ser dividido em ventilação primária e secundária.
Tubulação de ventilação primária: Prolongamento do tubo de queda acima do ramal mais alto a ele ligado e com extremidade superior aberta à atmosfera situada acima da cobertura do prédio.
*A extremidade aberta deve ter
a) 4m de distância de janelas e portas
b)2 m de altura para laje que são frequentadas
c)maior ou igual a 30 cm para lajes ou coberturas sem acesso de pessoas
Tubulação de ventilação secundária: Conjunto de tubos e conexões proporcionada pelo ar que escoa pelo interior de colunas, ramais ou barriletes de ventilação, com a finalidade de promover a ventilação secundária do sistema predial de esgoto sanitário
Barrilete de ventilação: Tubulação horizontal com saída para a atmosfera em um ponto, destinada a receber dois ou mais tubos ventiladores. (LEMBRE-SE DAS INSTAÇÕES DE ÁGUA, a ideia é a mesma).
Coluna de ventilação: Tubo ventilador vertical que se prolonga através de um ou mais andares e cuja extremidade superior é aberta à atmosfera, ou ligada a tubo ventilador primário ou a barrilete de ventilação.
Ramal de ventilação: Tubo ventilador que interliga o desconector, ou ramal de descarga, ou ramal de esgoto de um ou mais aparelhos sanitários a uma coluna de ventilação ou a um tubo ventilador primário.

E aí, está dando para entender a disposição de cada elemento? Espero que sim...
Para dar a sequencia, vamos agora ver alguns dispositivos complemetares ao sistema de esgoto e a disposição das caixas de - GORDURA, PASSGEM E INSPEÇÃO. Todas são muito cobradas em provas, ok

a) Caixas de gordura
É recomendado o uso de caixas de gordura quando os efluentes contiverem resíduos gordurosos (estas devem ser removidas periodicamente).
*As pias de cozinha ou máquinas de lavar louças instaladas em vários pavimentos sobrepostos devem descarregar em tubos de queda exclusivos que conduzam o esgoto para caixas de gordura coletivas, sendo vedado o uso de caixas de gordura individuais nos andares.
* Para a coleta de mais de 12 cozinhas ou para coleta de cozinhas de restaurantes, escolas, hospitais, quartéis... devem ser previstas caixas de gorduras especiais
*As caixas de gordura devem ser divididas em duas câmaras, uma receptora e outra vedadora, separadas por um septo não-removível
b) Caixa de passagem (Não é muito cobrada em provas)
Câmara sem acesso. Caixa destinada a permitir a junção de tubulações do sistema sanitário e deve ser constituída a cada 6 metros ou quando for necessário mudar de direção (formando um L ou um T). Responsáveis por receber os líquidos e os dejetos de todos os ramais da casa.
Quando cilíndrica, ter diâmetro igual a 0,15 m e quando prismática de base poligonal, permitir na base a inscrição de um círculo de 0,15 m de diâmetro.
Altura mínima igual a o,10 m
c) Caixa de inspeção
Possuem a função de descontinuar as tubulações, facilitando operações de limpeza e desobstrução(não pode ser lacrada). Elas são aplicadas em determinados trechos do coletor, sendo sempre externas à edificação e próximas ao muro. Servem também para interligar ramais de descarga, ramais de esgoto e subcoletores.
Para garantir a acessibilidade aos elementos do sistema, devem ser respeitadas no mínimo as seguintes condições:
a distância entre dois dispositivos de inspeção não deve ser superior a 25,00 m;
a distância entre a ligação do coletor predial com o público e o dispositivo de inspeção mais próximo não deve ser superior a 15,00 m;
os comprimentos dos trechos dos ramais de descarga e de esgoto de bacias sanitárias, caixas de gordura e caixas sifonadas, medidos entre os mesmos e os dispositivos de inspeção, não devem ser superiores a 10,00 m.
profundidade máxima de 1m
Desnível de 25 cm
se for cilíndrica o,60 de diâmetro.
tampa hermética removível;
Tampa cega quando previstas em esgotos primários.
*Em prédios com mais de dois pavimentos, as caixas de inspeção não devem ser instaladas a menos de 2,00 m de distância dos tubos de queda que contribuem para elas
d) Caixa coletora:
Caixa onde se reúne os efluentes líquidos, cuja disposição exija elevação mecânica. Usada nas edificações onde o nível do aparelho sanitário é inferior ao do coletor, onde os efluentes são reunidos em um coletor e daí lançados ao ponto adequado por elevação mecânica.
Deve ter tampa hermética;
Deve ser impermeabilizada e ventilada por um tubo ventilador primário e independente e de diâmetro igual ou maior que o recalque;
Ter fundo inclinado de modo a permitir o esvaziamento completo;
Nenhum aparelho(ralo sifonado, caixa sifonada, etc. poderá se ligar diretamente à caixa coletora.
e) Caixa sifonada
Caixa provida de desconector destinada a receber efluentes da instalação secundária do esgoto (não se preocupe, vou explicar mais à frente)
Todo desconector deve satisfazer às seguintes condições:
a) ter fecho hídrico com altura mínima de 0,05 m;
b) apresentar orifício de saída com diâmetro igual ou superior ao do ramal de descarga a ele conectado.
Atenção... As caixas sifonadas devem ter as seguintes características mínimas:
ser de DN 100, quando receberem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 6 UHC;
ser de DN 125, quando receberem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 10 UHC;
ser de DN 150, quando receberem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 15 UHC.
f) Poços de visita - (muito similar à caixa de inspeção)
Câmara destinada a permitir visitas de técnicos para a inspeção e trabalhos de manutenção preventiva e corretiva. Tem ainda a função de permitir o acesso às tubulações enterradas sem que haja necessidade de se fazer escavações no solo, interligar diferentes redes de tubulações ou em trechos muito longos. Usado também em cruzamentos de ruas e mudança de direção.
Os poços de visita devem ter:
profundidade maior que 1,00 m;
forma prismática de base quadrada ou retangular, com dimensão mínima de 1,10 m, ou cilíndrica com um diâmetro interno mínimo de 1,10 m;
degraus que permitam o acesso ao seu interior;
tampa removível que garanta perfeita vedação;
fundo constituído de modo a assegurar rápido escoamento e evitar formação de sedimentos;
duas partes, quando a profundidade total for igual ou inferior a 1,80 m, sendo a parte inferior formada pela câmara de trabalho (balão) de altura mínima de 1,50 m, e a parte superior formada pela câmara de acesso, ou chaminé de acesso, com diâmetro interno mínimo de 0,60 m.

* As junções de tubulações enterradas devem ser feitas mediante o emprego de caixas de inspeção ou poços de visitas.
* O comprimento dos trechos dos ramais da descarga e de esgoto de bacias sanitárias, caixas sifonadas, e caixas de gordura não deve ser de mais que 10 metros de distância do seu dispositivo de inspeção.
Algo que costuma ser muito cobrado em provas é a simbologia de alguns elementos que compõem os esgotos



.png)
.png)
Comentários