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Impermeabilização rígida e flexível

24 de jun. de 2021
5 min de leitura

Atualizado: 11 de nov. de 2024



As principais funções da impermeabilização são:

  • aumentar a durabilidade também dos edifícios;

  • impedir a corrosão das armaduras do concreto;

  • proteger as superfícies de umidade, manchas, fungos, etc.

  • garantir ambientes salubres


O projeto básico de impermeabilização é o conjunto de informações gráficas e descritivas que define as soluções de impermeabilização a serem adotadas em uma dada construção de forma a atender à exigência de desempenho em relação à estabilidade dos elementos construtivos e a durabilidade frente a ação de fluidos, vapores e unidade. O projeto de impermeabilização deve ser desenvolvido juntamente com o projeto arquitetônico


Os sistemas de impermeabilização rígida se diferencia dos flexíveis em relação à sua composição, à sua forma de aplicação e principalmente aos casos em que são indicados. Como o próprio nome já diz, o sistema de impermeabilização rígido é indicado para estruturas que não se movimentam, ou seja, aqueles que não sofrem deformações e que ficam em contato com o solo, como exemplos: piscinas, elementos de fundações e reservatórios enterrados. Já os sistema de impermeabilização flexível é recomendado para estruturas sujeitas à movimentação, como lajes e reservatórios superiores


Os sistemas de impermeabilização rígida podem ser feitos com:


  • Argamassa impermeável com aditivo hidrófugo

Sistema hidrófugo: Produto a base de solvente que preenche e tampa os poros dos pisos impedindo o aparecimento de eflorescência e manchas. Podemos citar: Resinas e pinturas acrílicas siliconadas,


As argamassas, em geral, quanto mais compactas são mais impermeáveis, podendo-se suplementar a compacidade pela adição de hidrófugos, tanto de superfície quanto de massa. Os hidrófugos de massa são constituídos de produtos que se incorporam à argamassa na hora da mistura visando aumentar sua compacidade e por conseguinte sua e permeabilidade. Os hidrófugos de superfície são revestimentos que se aplicam as superfícies depois do seu endurecimento, por exemplo os óleos saponificáveis.


  • Argamassa modificada com polímeros: dosada em obra, preparada in loco, pela mistura do aglomerante com agregados e o polímero.


  • Argamassa polimérica: Industrializada, contém cimento, agregados, aditivos e polímeros que formam um revestimento. Indicado para áreas frias e molhadas, poços de elevadores, piscinas, rodapés, reservatórios de água e subsolos. É aplicada com brocha ou projetada com equipamentos de projeção sobre superfície úmida, mas não encharcada


  • Cimento cristalizante para pressão negativa: Moldada in loco, para a presença de lençol freático e pressão negativa. Depois de misturar um componente adesivo e um cimentícia, a massa ganha consistência de pasta e é aplicada sobre a superfície úmida. Essa unidade forma cristais que secos bloqueiam a passagem de água


  • Cimento modificado com polímero: São os cimentos asfálticos de petróleo (CAP) modificados em suas características de desempenho através da incorporação de aditivos químicos e elastômeros



Já os sistemas de impermeabilização flexíveis são feitos de dois tipos básicos de sistemas flexíveis:


• Sistema Flexível moldado no local: membranas asfálticas, acrílicas, e revestimentos poliméricos e as emulsões.


• Sistema Flexível Pré-Fabricado: mantas asfálticas, mantas elastoméricas, Geomembranas PVC .


  • Emulsão acrílica: tem base acrílica com elastômeros, elementos que formam a membrana líquida. É ideal para a superfície expostas e sujeitas ao contato com as intempéries, como lajes, coberturas, paredes e marquises

  • Emulsão asfáltica: um monocomponente que é aplicado a frio e requer proteção mecânica, ideal para terraços, áreas frias e Lajes

  • Mastique: cola adesiva feita da resina pegajosa da Aroeira à base de poliuretano aromático para juntas de 25 mm. É um produto industrializado com características de deformação plástica, para preenchimento, calafetação ou vedação de aberturas, tais como fendas ou juntas.

*Calafetador: sistema de impermeabilização bastante utilizado na vedação de caixilhos e elementos em geral, ideal para o preenchimento de juntas internas e externas, horizontais e verticais



  • Mantas: As mantas costumam ter estruturação intermediária de fibras de vidro, poliéster ou outras fibras inclusive naturais, constituídas de asfaltos modificados com elastômetros e protegidas por membranas plásticas. As mantas de PEAD são à base de polímeros de polietileno de alta densidade, flexível e resistente à agressividade química, muito utilizado para aterros sanitários, tanques de lixiviação, canais de irrigação e Lagoas

Exemplos de mantas: termoplásticas, de PVC ou EPDM; acrílicas, de PVC ou EPDM; rígidas, de PVC ou EPDM; flexiveis, de PVC ou EPDM.


*Manta de polietileno de alta densidade: É um material desenvolvido para impermeabilização em projetos ambientais como aterro, estações de tratamento de esgoto, barragem de rejeitos industriais.

  • Poliéster flexível: é um sistema definitivo de impermeabilização e pode ser aplicado nas calhas de alvenaria. Diferentemente de outros sistemas, o poliéster flexível não precisa de revestimento sendo possível um acabamento com diversas cores, já que o acabamento do sistema é utilizado como superfície final.


Para finalizar, vamos falar um pouco dos Detalhes construtivos: a inclinação do substrato das áreas horizontais deve ser definida após estudos de escoamento, sendo no mínimo de 1% em direção aos coletores de água e para calhas e áreas internas é permitido 0,5%. O diâmetro mínimo é de 75 mm e tubulações sempre sobre a impermeabilização. Quando aparentes, 10 cm acima do nível do piso.


Impermeabilização laminar: são utilizados em casos extremos de necessidade de elasticidade e deformação da base, sendo executados com asfaltos ou elastômetros intercalados de materiais rígidos, com feltros tecidos de nylon ou lâminas de alumínio


*Sistemas hidrofugantes (repele líquidos): Produto à base de solvente que preenche e tampa os poros dos pisos impedindo o aparecimento de eflorências, manchas..

  • Resinas de silicone

  • pinturas acrílicas


Os impermeabilizantes podem ser aplicados para resolver diferentes solicitações de estanqueidade das construções. Existem várias categorias de umidade que podem atingir a edificação, sendo que cada uma age sobre diferentes elementos de acordo com o seu tipo de exposição. Por isso, é importante entender as principais necessidades de impermeabilização nos diversos componentes da estrutura, buscando atender a cada uma delas da maneira mais adequada. As principais solicitações de impermeabilização na construção civil são:

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Água de percolação

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A água de percolação na construção civil é a solicitação que vem da água da chuva ou de lavagens, por exemplo. Assim, os principais elementos que devem ser protegidos deste tipo de umidade são as paredes, coberturas e pisos, que estarão mais sujeitos ao contato com a água de percolação.

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Água capilar

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A água capilar é como é conhecida a umidade que vem do solo, que sobe pelos elementos da construção através da capilaridade. Desta forma, atinge diretamente as estruturas que estão em contato direto com o solo, como as próprias fundações, cortinas e pisos sobre o solo.

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Água sob pressão

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Chamamos de água sob pressão as situações em que existe uma quantidade significativa de água, fazendo com que o peso do próprio líquido exerça força contra os elementos que o sustentam. É o caso de reservatórios e piscinas, por exemplo, sendo que a força pode ser unilateral – vinda de apenas um dos lados da estrutura, ou bilateral – vinda dos dois lados do elemento.

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Água de condensação

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Por fim, a água de condensação é a que ocorre quando a umidade em forma de vapor se transforma novamente em líquido. Ou seja, é recorrente em estruturas expostas ao vapor, ao frio ou a ambientes muito úmidos.

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