Controle tecnológico da execução de aterros em obras de edificações,
A ABNT NBR 5681/2015 fixa as condições mínimas a serem preenchidas no procedimento do controle tecnológico da execução de aterros em obras de construção de edificações residenciais, comerciais ou industriais de propriedade publica ou privada.
0 controle tecnológico é obrigatório na execução de aterros em qualquer dos seguintes casos:
Aterros com responsabilidade de suporte de fundações, pavimentos ou estruturas de contenções
Aterros com altura superiores a 1,O m;
Aterros com volumes superiores a 1000 m3
No caso de aterros para o suporte de cargas ou quando o volume for maior do que 1000 m³, só podem ser executados se houver projeto geotécnico para a verificação da estabilidade e previsão de recalques.
Além dos requisitos mínimos estabelecidos pela NBR 5681, devemos também considerar as exigências do projeto e as particularidades de cada construção. como:
Característica e qualidade dos materiais que serão utilizados;
Controle da unidade do material;
Espessura e homogeneidade das camadas ( Umedecimento ou aeração; ±3% de umidade ótima; Espessura compactada ≤ 30 cm)
Equipamento adequado para compactação;
Grau de compactação mínimo exigido (O grau de compactação mínimo é de 95%, podendo ser maior, conforme especificações da obra).
Sempre que necessário, devemos realizar também ensaios em laboratório in situ e sondagens complementares. Com isso, teremos o complemento das informações mínimas necessárias. Para o controle dos materiais e da compactação, serão realizados ensaios, tais como:
ensaios de compactação ( Nesse caso será realizados 9 ensaios para cada 1000 m³ de um mesmo material. Caso o volume seja maior do que 9000 m³, devemos acrescentar mais um ensaio);
massa específica aparente seca in situ (9 testes para cada 500 m³ de material compactado. Caso esse volume seja maior do que 4500 m³ devemos acrescentar mais um ensaio e, deve-se realizar pelo menos dois ensaios de massa específica aparente seca por dia) ;
ensaio de granulometria (9 ensaios de granulometria por peneiramento);
limite de plasticidade e liquidez (para cada grupo de 4 amostras submetidas a compactação)
Reforçando os pontos mais cobrados:
a) Preparar adequadamente o terreno, principalmente no que se refere à remoção da vegetação ou de restos de demolições existentes.
b) Atingir grau de compactação de, no mínimo, 95%.
c) Realizar as operações de lançamento, homogeneização, umedecimento ou areação e compactação do material de forma que garanta que a espessura da camada compactada seja de, no máximo, 0,30m.
d) Variar a umidade ótima de compactação no máximo em 3% para mais ou para menos, ou menor faixa de variação conforme especificações especialmente elaboradas para a obra.
e) Os materiais utilizados para a confecção dos aterros não podem ser turfas, argilas orgânicas ou solos com matéria orgânica micácea ou diatomácea e ainda devemos evitar também a utilização de solos expansivos.

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