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Concordância verbal: O que estudar para concursos públicos

10 de mai. de 2021
3 min de leitura

Atualizado: 11 de nov. de 2024



Para começar o nosso estudo, este que é sempre muito cobrado em provas de concursos, gostaria que vocês se atentassem para o conceito de concordância verbal (lembre-se que futuramente iremos estudar a parte nominal (dos nomes, ok)


Provavelmente este será um assunto abordado em suas futuras provas, e aqui irei fazer algumas colocações de casos que já foram mais cobrados, vamos lá!!!!


  • CONCORDÂNCIA VERBAL: Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com o seu sujeito.


Vejamos um exemplo simples:


a) Ele gostava de sair aos domingos.

b) Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.



Tente entender que o VERBO muda de acordo com o sujeito, ok?


DICA! lembre-se que para verificar a concordância verbal, a primeira coisa a se fazer é buscar o verbo e em seguida verificar a concordância com o sujeito da oração.

Agora, veremos os casos de concordância verbal, uns mais comuns e outros nem tanto, mas que são muito cobrados em provas:



1) Sujeito simples e composto


Regra geral:

O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.


Ex.: Nós saímos pela manhã .

  1. Busque o verbo: Saímos está na primeira pessoa do plural

  2. Verifico a concordância: O verbo tem que concordar com o sujeito(nós).


Ex.:João e Maria foram para a cidade.


* Esta regra vale também para os casos em que o sujeito é um pronome de tratamento - o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).


Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram silêncio.



2) Casos especiais - São os mais cobrados em provas, então fique atento


a) O sujeito coletivo - o verbo fica no singular.


Ex.: A multidão gritou muito no jogo.


* Preste atenção!

Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural- tanto faz.


Ex.: A multidão de fãs gritou./ A multidão de fãs gritaram.



* Preste atenção! Se O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido coletivo) - o verbo poderá ser usado no singular ou plural, se este vier afastado do substantivo.


Ex.: A gente da cidade, com medo da pandemia, permanece em casa./ A gente da cidade, com medo da pandemia, permanecem em casa.


b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria, etc.) – O verbo concorda com o núcleo do sujeito(parte) ou com o adjunto adnominal (determinante), ou seja, o verbo fica no singular ou vai para o plural.


Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão./ A maioria dos alunos foram à excursão.


c) Nas expressões: mais de um, menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo concorda com o numeral.


Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula./ Mais de cinco alunos não compareceram à aula.



d) Nomes que só aparecem no plural - se o sujeito não vier precedido de artigo, o verbo ficará no singular. Caso venha antecipado de artigo, o verbo concordará com o artigo.


Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa./ Os Estados Unidos são a maior potência mundial.


Veremos agora, ao meu ver, casos ainda mais complexos e que podem gerar muita confusão


Alguém já ficou confuso quando se trata de concordância verbal dos pronomes relativos "que e "quem"?


  • pronome relativo "que" – o verbo concorda com o antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu que deixei o meu país./ Fomos nós que deixamos o meu país.


  • pronome relativo "quem" - o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome.


Ex.: Fui eu quem deixou o país./ Fui eu quem deixei o país.




E quando os núcleos do sujeito estão ligados por “e” - o verbo concordará com os dois núcleos.


Ex.: Carlos e Pedro foram ao cinema.


Atenção:

Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo.


Ex.: Foi ao cinema, Carlos e Pedro.




Quando os núcleos do sujeito são parecidos e estão no singular - o verbo poderá ficar no plural (concordância lógica) ou no singular (concordância atrativa).


Ex.: A angústia e ansiedade não o ajudavam a se concentrar./ A angústia e ansiedade não o ajudava a se concentrar.




Quando há gradação entre os núcleos - o verbo pode concordar com todos os núcleos ou apenas com o núcleo mais próximo.


Ex.: Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam./ Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.




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